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Notícias

14.10.2011

Cães e Crianças

Por Equipe Cão Cidadão

Esta é uma combinação que tem tudo para dar certo: cães e crianças! Para ambos, os benefícios são claramente percebidos à medida que os laços se estreitam.

Apesar de discursos contrários à possibilidade de uma convivência saudável, vários estudos já demonstraram os benefícios que se notam em crianças que vivem ao lado de um cão.

 

Vantagens desta convivência

Tais estudos comprovaram que crianças que moram em casas com cães desenvolvem rapidamente seu senso de responsabilidade, já que aprendem que outro ser vivo também tem necessidades para sobreviver, que depende dos membros da família para se manter saudável.

Além disso, crianças muito tímidas podem ser estimuladas a uma maior convivência com outras por conta da presença de um cão.

Apesar de não ser uma experiência nada fácil, muitas vezes, o primeiro contato que a crianças tem com a morte se dá quando ela perde seu cão, o que a ajudará a entender o curso natural da vida.

 

Alguns cuidados

Mas, apesar dos inúmeros benefícios, nunca se deve esquecer da responsabilidade envolvida quando o assunto são crianças convivendo com cães.

Os adultos sempre serão os responsáveis pelo cão: a criança aprende muito sobre cuidados e responsabilidades, mas cabe aos pais zelar pelo bem estar de ambos.

Por outro lado, não é indicado que crianças “muito novas (com menos de 5 anos), “ganhem” um cão de presente. Se o peludo for de pequeno porte, o animal poderá se machucar, já que a criança, ingenuamente, acaba o confundindo com um brinquedo. Além disso, cuidar de um filhote e de uma criança pequena pode levar alguns pais a loucura!

Se a convivência já existe, nunca é indicado deixar crianças pequenas e cães sozinhos, sem supervisão, mesmo que se trate de um cão bastante dócil, pois tanto o pet quanto a criança podem ter alguma reação inesperada em relação a determinado estímulo.

Finalmente, providenciar para que o cão seja adestrado com base no reforço positivo certamente facilitará uma melhor convivência, já que o dia a dia com um cachorro que atende a comandos de obediência é muito mais tranquilo, pois, com os treinos, é criado um canal de comunicação entre as espécies. E as aulas de adestramento feitas com a presença das crianças da casa podem se tornar momentos de muita diversão, tanto para os pequenos quanto para os cães!

 

Melhores raças

Com a decisão tomada, é importante escolher muito bem o cão que passará a conviver com os donos mirins. Cachorros muito pequenos podem sofrer acidentes diante de correrias infantis. E cães com temperamento arredio ou extremamente tímidos também não são indicados.

O importante é escolher um cão com estrutura física robusta (mesmo que de porte pequeno), com boa resistência a dor, bastante tolerante a manipulações e com disposição para aguentar o pique da criançada.

Algumas raças costumam se adequar bem a este perfil, como o Boxer, Labrador e o Golden Retriever. Conhecendo o temperamento do cão, os SRDs também podem ser uma excelente opção, mesmo que adotados já na fase adulta!

 

Cães e crianças: – Como apresentar sem traumas

No último texto, falamos sobre os benefícios que a convivência entre cães e crianças pode trazer para ambos. E, para garantir cães e crianças tenham uma convivência saudável e tranquila desde o primeiro contato, há mais algumas dicas a serem seguidas por pais e familiares.

 

Se for um bebê

Se for o caso do primeiro contato do cão com o bebê da casa, que está vindo da maternidade, é recomendado que alguém da família leve para o cachorro (antes de mamãe e nenê chegarem em casa) algum pano já usado pelo bebê, para que o cão comece a se acostumar com o cheiro dele. É preciso deixar o cão farejar o objeto e, quando ele fizer isso, falar o nome da criança e recompensá-lo com algo bem gostoso! Para que a associação seja ainda mais positiva, o ideal é que o pano seja colocado também embaixo do pote de comida! Assim, o cão, com seu olfato apuradíssimo, já estará associando o bebê com coisas positivas.

No dia da chegada, o ideal é que a não mãe entre em casa sem o bebê no colo. Outra pessoa deve fazê-lo, já que o peludo estará há dias sem vê-la e certamente estará ansioso por interação com ela. Depois do contato inicial, quando o cão estiver calmo e tranquilo, podemos apresentá-lo ao bebê. Isto pode ocorrer no mesmo dia, alguns dias depois, tudo dependendo da segurança que as pessoas da casa vão sentir em relação ao sucesso da apresentação. É recomendável a utilização de guia, para que todos se sintam melhor.

Quando já instalada a rotina com o bebê na casa, é necessário prestar atenção a um detalhe muitas vezes esquecido: a presença do bebê no mesmo ambiente que o cão deve sempre ser associada a coisas positivas! Assim, quando ambos estiverem no mesmo local, o cão deve ser elogiado, deve ganhar brinquedos e petiscos gostosos. Quando o bebê não está por perto, a atenção deve ser mínima, para que o peludo não relacione a presença da criança com falta de atenção, gestos bruscos ou afastamento. Em geral, os pais costumam fazer exatamente o contrário...

Seguindo essas dicas, certamente a vinda do bebê, momento de muita alegria, será pleno para toda a família, inclusive para o cão!

 

Quando se trata de crianças maiores

Já quando vamos apresentar uma criança mais velha a um cão, os princípios devem ser os mesmos: para que as interações sejam boas para ambos, vale a regra do reforço positivo, ou seja, tudo deve ser associado a coisas boas!

A criança deve ser alertada quanto ao fato do cão não ser um brinquedo, mas sim um ser vivo que sente dor e medo. Desta forma, evitamos que a criança tente puxar orelhas, dar tapinhas, etc – atos que podem assustar ou machucar o cachorro.

Se o cão já for treinado em comandos de obediência, será bem tranquilo aproximar a criança de forma positiva: basta pedir um SENTA e, assim que o peludo obedecer, deixar a criança dar-lhe a recompensa!

Para cães brincalhões, a interação será ainda mais prazerosa: a criança pode jogar uma bolinha para o cão buscar e este perceberá o quanto aquela “mini pessoa” é divertida!

É importante observar as reações do animal e sempre que ele se mostrar alegre, tranquilo e receptivo à presença da criança, deverá ser prontamente incentivado e muito recompensado!

Por outro lado, se o cachorro for agressivo, ou tiver histórico de agressão, é muito importante que este tipo de aproximação seja feito com o auxílio de um profissional especialista em comportamento canino.

Assim, com cuidado, atenção, persistência e paciência, é possível garantir a todos – bebês, crianças e cães – momentos deliciosos durante a tenra infância, além de permitir à criança que cresça convivendo com um animal de outra espécie, o que é absolutamente saudável do ponto de vista emocional!

 

Atenção: cães e bebês/crianças pequenas nunca devem ser deixados sozinhos sem supervisão, mesmo que o cão seja dócil e tranquilo. A curiosidade dos peludos e/ou das crianças, pode acabar em acidente.

 

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