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30.06.2011

Mundo

Senado italiano aprova pacote de corte de gastos para tentar evitar crise

O Senado italiano aprovou nesta quinta-feira um pacote de medidas de austeridade para tentar reduzir o deficit público, em meio a temores de que o país seja atingido por uma crise como a da Grécia.

O texto passa agora para a Câmara dos Deputados para sua aprovação definitiva, o que deve acontecer nesta sexta feira.

Os cortes previstos totalizam 70 bilhões de euros (R$ 156 bilhões), a ser realizados de forma progressiva em um prazo de quatro anos.

As medidas visam reduzir a dívida pública para 3% do Produto Interno Bruto em 2012 e 0,2% do PIB até 2014. Atualmente, o deficit italiano corresponde a 3,9% do PIB nacional.

O pacote também visa acalmar o mercado financeiro internacional, que registrou fortes perdas nesta semana devido aos temores de um possível contágio da crise grega na Itália.

O plano econômico foi aprovado com 161 votos a favor, 135 contra e três abstenções.

Alterações

Apenas os cortes de isenções e descontos fiscais somam 483 itens, abrangendo despesas das famílias, escolas, assistência médica, salários e universidades.

O pacote prevê também cortes e ajustes no setor da previdência, com o aumento da idade para se aposentar. O plano prevê para 2013 a entrada em vigor da lei que relaciona a aposentadoria à expectativa de vida.

Os reajustes das aposentadorias serão menores para quem ganha mais. Quem recebe acima de 90 mil euros anuais (R$ 200 mil) terá de contribuir com uma taxa entre 5% e 10% para um "fundo de solidariedade".

O decreto também prevê um aumento progressivo da taxa sobre operações financeiras, o pagamento de prestações médicas e sanitárias públicas, com a isenção das faixas mais pobres, a liberalização do mercado, privatizações, redução dos subsídios do governo para administrações regionais e a proibição de que funcionários acumulem cargos públicos.

Baixo crescimento

Quarta maior economia da União Europeia e terceira maior da zona do euro, a Itália registra um dos menores crescimentos no continente. Em 2010, o PIB italiano cresceu 1,2%.

A enorme dívida pública italiana, de 120% do PIB, foi uma das principais causas do temor que afetou os mercados. Entre os países da zona do euro, esse percentual só é menor que o da Grécia, cujo endividamento atinge 150% da riqueza nacional.

Ao apresentar o plano de austeridade no Senado, o ministro da economia Giulio Tremonti, afirmou que as medidas tornaram-se ainda mais necessárias com o agravamento da crise econômica.

"A salvação não vem das finanças, mas da política. A política deve ser comum na Europa, não pode cometer erros, senão ocorre como o Titanic: não se salva ninguém, nem os passageiros da primeira classe", disse.

Embora tenham votado contra o pacote, os partidos de oposição apresentaram poucas emendas, para acelerar a votação da proposta. Os oposicionistas pedem que, após a votação no Parlamento, o executivo se demita para dar lugar ao que chamam de um governo de "responsabilidade nacional".

 Fonte: BBC Brasil

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